A agricultura na economia de baixa emissão de carbono.
A agricultura de baixa emissão de carbono (ABC) pretende estimular a adoção de sistemas resilientes à mudança do clima e eficientes no uso de recursos naturais, fertilizantes e outros insumos. Os resultados são sistemas com alta produtividade, associados a baixas emissões de gases de efeito estufa.
O papel da agricultura é fundamental no processo de desenvolvimento e adoção de tecnologias, entre outros, em relação à produção de alimentos, pois a segurança alimentar é uma das prioridades no contexto do enfrentamento do aquecimento global.
As mudanças climáticas influenciarão o modo como o setor agrícola será estruturado nas próximas décadas. O que se busca são resultados com impacto duradouro e efeitos sinérgicos.
Em conformidade com a “Política Nacional sobre Mudança do Clima – PNMC”, instituída pela Lei nº 12.187-2009 e Decreto nº 7.390-2010, que regulamenta o Plano Setorial de Agricultura de Baixa Emissão de Carbono, foi estabelecida a necessidade do aprimoramento tecnológico e adoção, pelo setor agrícola, das seguintes tecnologias até o ano de 2020:
• Recuperação de pastagens degradadas
• Sistema de integração lavoura-pecuária-floresta
• Prática de plantio direto na palha
• Fixação biológica de nitrogênio em novas variedades de cultivares
• Plantio de florestas
• Tecnologias para o tratamento de dejetos animais, incluindo a destinação útil do biogás.
Participe do Prêmio Frederico de Menezes Veiga 2012, com indicações de pesquisadores e professores que tenham realizado trabalhos científicos ou tecnológicos de reconhecido valor ou que tenham produção relevante para o desenvolvimento sustentável, com foco no agronegócio, por meio da geração, adaptação e transferência de conhecimentos e tecnologias, em benefício dos diversos segmentos da sociedade brasileira.
Conheça as linhas contempladas dentro do tema:
Recuperação de pastagens degradadas: transformar terras degradadas em áreas produtivas aumenta a produção de carnes e fibras e reduz a degradação ambiental. As vantagens desse sistema são o aumento de retenção de gás carbônico (CO2), a redução dos custos ambientais, o aumento da biodiversidade e a redução da pobreza rural.
Sistema de integração lavoura-pecuária-floresta: alternar pastagem com agricultura e floresta em uma mesma área. Promove a recuperação de áreas de pastagens degradadas, produzindo, na mesma propriedade, grãos, fibras, carne, leite e agroenergia. As vantagens desse sistema são aumento da diversidade ambiental e aumento da produção de alimentos e energia, além de aumento de renda do produtor.
Prática de plantio direto na palha: dispensar o revolvimento do solo promove sua proteção, reduz o uso de água, aumenta a produtividade da lavoura, diminui despesas com maquinário e combustível e evita a erosão do solo. As vantagens desse sistema são a redução no uso de insumos químicos e o controle dos processos erosivos, uma vez que a infiltração da água se torna mais lenta pela permanente cobertura no solo.
Fixação biológica de nitrogênio em novas cultivares: desenvolver microorganismos, especialmente bactérias, para captar o nitrogênio existente no ar e transformá-lo em matéria orgânica para as culturas permite a redução do custo de produção e melhora a fertilidade do solo. As vantagens desse sistema são redução de demanda por adubos minerais, aumento da eficiência energética: na produção de alimentos, aumento da diversificação do plantio, melhoria na competitividade e diminuição do impacto ambiental.
Plantio de florestas: plantar florestas comerciais, como eucalipto e pinus, produz energia e substitui o uso das madeiras nativas. As vantagens desse sistema são a preservação dos ecossistemas naturais, a redução da degradação ambiental e a renovação dos ecossistemas.
Tecnologias para o tratamento de dejetos animais: aproveitar dejetos de animais para a produção de energia (gás) e de composto orgânico reduz a poluição ambiental e é uma alternativa de adubo e fonte alimentar. A vantagem desse sistema é o aproveitamento integral da biomassa.